terça-feira, 31 de outubro de 2017

Recursos disponíveis



FGTS investirá R$ 330 bilhões em habitação, saneamento e infraestrutura nos próximos quatro anos






O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou na última semana o orçamento dos próximos quatro anos, que prevê mais de R$ 330 bilhões para investimentos em habitação, saneamento e infraestrutura. A medida pretende beneficiar cerca de 144,7 milhões de pessoas, além da criação de 6,7 milhões de postos de empregos.
De acordo com o conselho, apenas para o ano de 2018 serão mais de R$ 85,5 bilhões para os setores operacional, financeiro e econômico do FGTS, enquanto para os anos de 2019 e 2020 será de R$ 81,5 bilhões por ano, além de R$81 milhões previstos para 2021. Vale destacar que o orçamento de 2017 foi de R$ 77,5 bilhões.

 “É um bom orçamento. O Fundo está sólido e estável e continua sendo um importante instrumento para financiar o desenvolvimento do País”, afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Entre os segmentos, é estimado para a área de habitação orçamento de R$ 69,4 bilhões em 2018, R$ 68 bilhões em 2019, mais R$ 68 bilhões em 2020, e R$ 67,5 bilhões em 2021. A maior porcentagem desses recursos é para a habitação popular, com pelo menos R$ 62 bilhões previstos até 2020 e R$ 62,5 bilhões para 2021. “Na habitação, a execução de recursos do FGTS já é boa e estamos mantendo os valores para os próximos anos”, destacou o coordenador-geral do FGTS, Bolivar Moura Neto.

Já para a área de saneamento e infraestrutura, o orçamento prevê R$ 6,8 bilhões em 2018 e R$ 6 bilhões por ano até 2021. A infraestrutura urbana, por sua vez, receberá em 2018 R$ 8,6 bilhões e mais R$ 7 bilhões por ano até 2021.

Para elaboração deste orçamento, o conselho considerou a estimativa de arrecadação do FGTS no período, destacando que pode exigir variações positivas ou negativa nos orçamentos, conforme as medidas implantadas pelo Governo.

Confira a seguir os valores divididos por regiões e estados:


  

https://i1.wp.com/infraestruturaurbana.pini.com.br/wp-content/uploads/sites/13/2017/10/tabela2.jpg?resize=268%2C1013Por Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Água tratada, saúde



ETE Barueri, na Grande São Paulo, inicia segunda etapa de ampliação de capacidade



A Construtora Passarelli, empresa que atua na área de infraestrutura, anunciou o início da segunda etapa de ampliação da capacidade da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Barueri, na Grade São Paulo. Com previsão de entrega para outubro de 2018, a obra permitirá o aumento da capacidade de 12 mil litros para 16 mil litros de esgoto por segundo.

Com investimento de R$ 390 milhões pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) a estação de tratamento é a segunda maior da América Latina, sendo capaz de retirar atualmente, 216 milhões de litros por dia do Rio Tietê e do Rio Pinheiros, devolvendo 2,5 mil litros de água tratada por segundo.


Vale destacar que durante toda a obra, a ETE segue em operação regular, pois devido ao tratamento biológico nos tanques de aeração, o sistema pode ser paralisado por apenas quatro horas. O local atende o dejeto de 1,2 milhão de habitantes das zonas norte, oeste e sul da capital, bem como as cidades de Barueri, Carapicuíba, Cotia, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Osasco e Taboão da Serra.

As empresas Passarelli e Engeform, que compõem o Consórcio Barueri, assumiram desde maio de 2013 as obras de ampliação da ETE, que teve como primeira etapa a ampliação de 9,5 mil litros para 12 mil litros de esgoto tratado por segundo.



Tratamento
Para o tratamento completo de esgoto, são necessárias sete etapas, separadas por Líquida e Sólida. A fase líquida se inicia pelo Canal das Grades, responsável pela remoção dos sólidos com mais de 6mm, segue para as Caixas de Areia que evitam que a areia infiltre no tratamento, que são direcionados para os Decantadores Primários, com seis tanques que raspam o lodo e reduzem a matéria orgânica.

O lodo proveniente dos Decantadores Primários é direcionado ao Gradeamento de Lodo Primário, a primeira etapa da fase Sólida, que tem a função de descartar o material gradeado e direcionar o efluente aos Adensadores por Gravidade, que realizam nos quatro tanques de 29 m de diâmetro cada a concentração da massa de sólidos suspensos de 1% para 4%.

Após os Adensadores por Gravidade, vem a etapa de Adequação dos Digestores Anaeróbios que conta com oito tanques digestores, que direcionam o Biogás aos três tanques de Queimadores de Biogás para queimá-los.



O Edifício dos Compressores, possui três compressores de ar que alimentam os oito tanques de aeração de 20.000 m³ cada, responsáveis por remover a matéria orgânica por meio de reações bioquímicas realizadas por microrganismos aeróbios. Por fim, toda a matéria restante é direcionada aos seis tanques circulares de decantação secundária, com 46 m de diâmetro e volume de pelo menos 6.700 m³ cada. Estes decantadores possuem as mesmas funções que os primários, com a diferença que descarregam todo o efluente no rio Tietê, com redução de pelo menos 80% de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO).

Confira a entrevista com o engenheiro civil responsável, José Molina, que cita os principais desafios das obras.
Por Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O Brasil precisa de obras e gestão




Governo Federal autoriza início obras da ponte sobre o Rio Araguaia


Estrutura que liga o Tocantins ao Pará terá investimento de R$ 132 milhões
Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
15/Setembro/2017
O ministro dos Transportes, Portos e Aviação, Maurício Quintella, autorizou na última quinta-feira (14) o início da construção da ponte sobre o Rio Araguaia que interligará os estados de Tocantins e o Pará pela BR-153. O evento de assinatura da ordem de serviço, em Xambioá, contou também com a presença do presidente da República, Michel Temer.



A ponte evitará o uso da balsa, otimizando o tráfego de veículos no local. Ao todo, são 1,7 quilômetros de extensão e um investimento de R$ 132 milhões do Orçamento da União, desconsiderando os valores de supervisão da obra, desapropriação e licenciamento ambiental.

“A obra será priorizada. Já temos a verba para este ano que nos dá a segurança de podermos iniciar esta obra fundamental e emblemática para a região", disse o ministro. “Essa obra vai garantir o escoamento da produção e o abastecimento das cidades de toda a região, além de gerar emprego e renda para as comunidades locais”, completou.
A construção, que teve o edital de licitação lançado em novembro de 2016, irá melhorar a logística da BR-153, via principal para o transporte da produção de grãos realizada nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, conhecida como MATOPIBA. De acordo com o ministério, a região produziu 9,4% da safra de grãos de 2014/2015, contemplando aproximadamente 320 mil estabelecimentos agrícolas em 337 municípios.

A expectativa é que a construção da ponte beneficie 1,5 milhão de pessoas.



Confederação Nacional de Municípios afirma que há 8,2 mil obras paradas no Brasil
Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
13/Setembro/2017
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou que 8,2 mil obras estão paralisadas em cidades de todo o Brasil e 11,2 mil deveriam estar em andamento, mas não foram iniciadas. Os dados fazem parte do estudo técnico Obras Paradas: Cruzamento de Base de Dados de Contratos de Repasse (Caixa Econômica Federal) e Restos a Pagar (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal).


Com o intuito de auxiliar na gestão municipalista, a análise identificou que um dos principais motivos para a paralisação e adiamento de início das construções se deve ao orçamento da União, que era previsto em R$ 32 bilhões para os municípios neste ano, porém teve apenas 25% repassado, o equivalente a R$ 7,3 bilhões.

Para o desenvolvimento do estudo, a CNM utilizou dados da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), disponibilizado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) com base nas informações sobre os Restos a Pagar (RAP) do Orçamento de 2017.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou que as obras paradas possuem grande impacto na vida da população, considerando que parte delas são praças, quadras de esporte, espaços esportivos, recuperação e pavimentação de vias, construções de habitação popular e unidades de atenção especializadas em saúde.

De acordo com o Ziulkoski, uma atenção maior deve ser voltada para 9.492 obras em específico, que possuem chance de calote devido a classificação da União de "Restos a Pagar Não Processados", levando a insatisfação popular. "Isso para mim e uma das coisas mais serias do Brasil atualmente. A União promete recursos para investimentos, mas não está fazendo os pagamentos", comentou o executivo.